terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Iridescente


Um cabelo a buzinar
Um hamburguer de astronauta
Ela quer dançar

Gosta de a.m.i.g.o.s.
E também daquele amigo
Se quiser correr perigo
Pode me chamar

É tão graciosa
Uma porquinha rosa

Gravado no Rebel's Lair no outono/inverno de 2013
Rebel C. - Guitarra, violão, voz, bateria e percussão.
Guilherme Pio - Guitarra
Thiago K. - Guitarra

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Bonsusessions 02


Bonsusessions 02

Gravado no Rebel's Lair no outono de 2013

Rebel C. - Guitarra
Diego Colvin - Bateria

sábado, 13 de julho de 2013

Redemption



You know it's gonna hurt 
Sometimes
You know it's gonna bleed 
Sometimes
But nevermind
I'm looking for some peace of mind

A place in the sky
Where i cannot lie
Where the things are gonna be alright
Where you just gonna be alright

And now for the very first time
I see the things in a different light
I see the stars getting so much bright
Shining up for you and me tonight

You know it's gonna hurt 
Sometimes
You know it's gonna bleed 
Sometimes
But nevermind, just stay alright

Stay alright
Darling please, nevermind
I want to make you feel alright
Just stay with me all night
Stay alright


Gravado no Rebel's Lair no inverno de 2013
Rebel C. - Violão, voz e teclado.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Bonsusessions 01

https://soundcloud.com/rebelrebelc/bonsusessions-01

Bonsusessions 01

Gravado no Rebel's Lair no outono de 2013

Rebel C. - Guitarra
Diego Colvin - Bateria

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Garota de um olho só




https://soundcloud.com/rebelrebelc/garota-de-um-olho-so

hey garota de um olho só
pare de andar ao meu redor
se disser que não me escutou
arranco o outro olho que sobrou

escute bem, preste atenção
ou vai parar embaixo do meu colchão
se alguém vier lhe procurar
embaixo da cama vai lhe encontrar



Gravado no Rebel's Lair no outono de 2013
Rebel C. - Guitarra, violão, voz, bateria e percussão.

Arte - Frame de "Un Chien Andalou" de Louis Bunuel e Salvador Dalí.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Epitáfio

Quero ser sublime como uma memória de criança
Como um devaneio de uma tarde quente
Como algo com que se relaciona sem pesar.

Nada além de um dia ensolarado
Que se põe para que outros dias venham
Sejam eles ensolarados ou não.

Quero apenas passar
Apenas viver
Apenas sentir.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Love Interruption


Primeira música de trabalho da carreira solo do Jack White (my hero!) e logo que ela saiu o comentário geral foi de que era "leve" demais. De cara saquei o porque da sutileza na melodia, era para dar enfase a letra. E a reflexão que ela gera.

Bom agora devidamente contextualizada vamos as minhas impressões:

Assim como minha opinião sobra todas as coisas,
acho simplista demais reduzir seja o que for à velha dualidade classica de bem & mal. O amor é um bom exemplo disso. Justamente por ser um sentimento tem muitas variações e conforme a intensidade desse sentimento essas variações podem ser terrivelmente boas e ruins. É isso que ele me passa tanto na letra quanto na interpretação. Ele quer amor. Intenso. Mas tem medo porque sabe onde e como isso pode acabar.

Não que o (sentimento) amor em si seja ruim, nós é que nos tornamos ruins por ele. É a isso que me refiro quando falo sobre a interpretação. Na parte mais foda da letra (na minha opinião) logo depois de repetir querer um amor que transforme os amigos em inimigos, ele dá um olhar extremamente sincero e diz: "E me mostre como tudo isso é culpa minha".

Não é o amor que faz todas essas coisas más, são as pessoas. Sempre as pessoas.


Love Interruption - Jack White

"I want love to
Roll me over slowly
Stick a knife inside me,
And twist it all around.

I want love to
Grab my fingers gently
Slam them in a doorway
Put my face into the ground

I want love to
Murder my own mother
And take her off to somewhere
Like hell or up above.

I want love to
Change my friends to enemies,
Change my friends to enemies
And show me how it's all my fault.

I won't let love disrupt, corrupt or interrupt me
I won't let love disrupt, corrupt or interrupt me
Yeah i won't let love disrupt, corrupt, or interrupt me
Anymore.

I want love to
Walk right up and bite me
Grab ahold of me and fight me
Leave me dying on the ground.

And i want love to
Split my mouth wide open and
Cover up my ears,
And never let me hear a sound.

I want love to,
Forget that you offended me
Or how you have defended me,
When everybody tore me down.

Yeah i want love to
Change my friends to enemies,
Change my friends to enemies
And show me how it's all my fault.

Yeah i won't let love disrupt, corrupt or interrupt me
I won't let love disrupt, corrupt or interrupt me
I won't let love disrupt, corrupt, or interrupt me
Anymore."




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cartas a Trépia - 02


Caxias do sul, terça-feira - 31/1/12, 22:05

Cheguei aqui em Caxias agora a pouco. Meu bus encostou na rodoviária umas 19 e pouca e
com toda a cara de pau que me é peculiar fui jantar no restaurante do hotel. Mesmo após ter sumido por duas semanas.
Mas foi por um bom motivo. Esse findi teve em Poa o Fórum social temático, ficou sabendo?
Nas vésperas do negócio cancelaram tudo que eu queria ver: Fito Paez, Manu Chão, Nação Zumbi e Gogol Bordello.
Teve durante a semana Nando Reis e também Gilberto Gil (que mais uma vez perdi) mas ficava muito ruim de eu ir porque era no meio da semana.
Teve sexta em São Léo, Autoramas e B. Negão mas como deu tudo errado na minha volta sexta, fiquei mordido e não fui.

Estava no bus ainda sexta quando o P. me ligou, perguntando se eu iria fazer alguma coisa na sexta.
Só cheguei em casa e nem saí mas fiquei de ligar pra ele no sábado. Decido passar na casa dele pra irmos juntos ao fórum.
Caminho esse que muito fiz em 2010. Esse até agora ta sendo o ano de repetir meus caminhos.
Conversamos sobre tudo e todos e principalmente sobre a relação dele com as drogas.

O show de encerramento do fórum que depois dee cancelarem o Gogol Bordello, passou a ser Racionais Mc’s tava marcado para as 23:00 hrs,
chegamos lá pouco antes disso. Encontramos pouquíssimos amigos e o número de “roqueiros” depois que a ultima banda antes do Racionais
acabou caiu quase a zero. Éramos os únicos pontinhos brancos lá no meio hsauhsauhsuahsu.
O show foi mega tenso, teve arrastão e tudo mais, bom pra caralho! Acho que foi a primeira vez que vi um show de rap de verdade, uma aula de atitude.
Depois como estávamos muito pilhados pra só voltar pra casa decidimos ir pra CB.
Tudo fechado, tinha esquecido da maldita lei que fecha os bares mais cedo. Acabamos por terminar no Bambu’s conversando sobre tudo e todos, de novo.

Na volta, na parada do Jack sobem no bus o S., o G. (não sei se tu conhece) e a noivinha tentação dele.
O G. já conheço a bastante tempo mas a noiva dele conheci no réveillon/despedida lá da refazenda.
Tentação porque além de ela ser exatamente o meu tipo de mulher e termos nos entendido muito bem. Ela se vaza pra mim direto.
Ela também lembra muito alguém do meu passado...
Voltando a cena do bus: G. sem a menor cerimônia vem e me pergunta “Tu é compositor né?”.
Fico meio sem jeito em dizer que sim. Faço música mas não me acho compositor.
Mesmo meu sim meio torto é o suficiente pra ele e a noiva abrirem o coração e quase implorarem minha ajuda.
Disseram que tem um monte de coisas escritas mas não sabem como trabalhar elas. Fiquei de ir visitá-los pra tomar uma ceva e ver se rola alguma coisa.
Apesar de não me ver compartilhando tão de barbada as coisas que faço. Tenho um universo todo próprio quando escrevo, seria ótimo dividir com alguém.
Mas não sei não...

No sábado ainda fico sabendo que domingo de tarde teria uns shows em cachoeirinha domingo a tarde.
Como estão em obras lá em casa decido ir mesmo com o sol todo que fazia naquela tarde. Passei uma tarde bem agradável com a Irp.
Tanto que ela veio me dizer isso no MSN segunda. Abriu minha janela e mandou do nada
“Ontem me esqueci de falar, acho que tava muito bêbada. Mas adoro tua companhia, me faz tão bem” além desse nosso contato
foi a coisa mais inesperadamente fofa que me aconteceu nos últimos tempos.

Segunda passei o dia em função do show da Karina Buhr no opinião. (Que é o que estou ouvindo enquanto escrevo)
Desde que conheci o som dela, em 2010, espero pra assisti-la ao vivo. Ela tem só os 2 melhores guitarristas do país tocando com ela:
Edgar Scandurra (ex-Ira!) e Fernando Catatau (o Cidadão Instigado) por aí já dá pra tirar uma base.
Ela é uma baiana que se criou em recife sob a influência de toda aquela cena de lá. Aula de performance, verdade e energia. Recomendo muito o som dela!

Karina que me deu a resposta pra agir com os “músicos” caso eles resolvam me chamar pra banda.
Não vou tentar entrar no perfeccionismo sem tesão deles, vou ser eu mesmo e ver no que pode dar.



Beijos e obrigado por existir.
Rebel

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Cartas a Trépia - 01


[Inicio aqui uma série de textos totalmente ficcionais, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.]


(Hoje é domingo 22/1, 22h40min, estou na rodoviária de Porto Alegre, me dirigindo a Caxias. Tenho uma Heineken long neck e um maço de cigarros L&M azul como companheiros.)

Começo agora uma série de mensagens que espero, além de manter contato, sirvam de válvula de escape para as coisas que penso e sinto.
Tudo bem?
Acredito que o fato de mesmo distante tu ainda se importar comigo; mostra que posso compartilhar minhas maluquices contigo.
Sem medo de isso ser usado contra mim, algum dia.
Estou certo? Tomara.
Pretendo te escrever cada vez que voltar pra “casa” (seja ela onde for) que é onde consigo viver de verdade, O que é bom. E pensar, isso já não é tão bom.
Enfim:

Acho que posso começar te contando que sábado 21/1, fui ensaiar com músicos de verdade (Bleaahhh!). Foi engraçadamente estranho. Tudo começou na semana passada, quando o C. postou no face que precisava de vocal de Led Zeppelin. Para sábado.

Eu só de arreganho respondi o chamado com um singelo: “Onde?”. Ele mordeu a isca e me mandou uma resposta desesperada dizendo a hora, o local e a razão. Pensei por um minuto em sacanear meu amigo.
Mas mesmo tendo saído na sexta, tomado todas e acordado de ressaca. Algo me fez comparecer ao tal ensaio. (Meu ônibus acaba de encostar agora.)

Subi a mesma rua para chegar ao mesmo estúdio do mesmo jeito que tantas vezes fiz na minha adolescência. Chegando lá encontro um C. tão feliz e saltitante como era na minha adolescência, só que agora com um desconfortável ar de superioridade. Pergunta o que tenho feito e não se importa nem um pouco com a resposta. Mas mesmo assim deu pra sentir o espanto dele ao me ver tão introspectivo. Com certeza bem diferente do Rebel maluco que ele devia lembrar. (Pausa para entrar no ônibus.)

O ensaio foi tecnicamente impecável e isso é o que foi estranho. Tanto o C. quanto o guitarrista são professores de música. O baixista eles conheceram pelo Twitter e era a primeira vez que o viam pessoalmente. Esse também todo metido a virtuose. O único não-músico naquela sala era eu. Mas também era o único roqueiro de verdade ali, já que as esposas de todos ou estavam ali ou estavam esperando em casa. Só eu estava de ressaca.

Ressaca essa que me remetem a sexta 20/1.
Depois de uma jantar uma bela e enorme lasanha, meu amigo T. me convida pra beber. Disse que tinha parado de beber a algumas semanas por causa de um remédio que ele estava tomando.
Decidimos ir para o Jack.
Queria ver gente conhecida. Quanto mais, melhor. E em cachoeirinha o Jack é o lugar mais certo para isso.

Chegamos lá estufados de tanta lasanha e começamos a cumprimentar os amigos. O T. bem mais do que eu, lógico.
Eis que vejo o P. e sinto algo ruim. Sabia que ele não estava bem. Chego perto para conversar e ele está em outra dimensão. Tinha tomado LSD e não fazia e nem dizia coisa com coisa.
Foi triste ver que não poderia fazer nada pelo meu Brother. Não dessa vez.
Tudo que pude fazer foi deixá-lo ali e recomendar a gurizada pra ficar de olho nele e me chamar caso necessário.

Entramos e como o objetivo era beber. Tomamos de cara uma dose de tequila cada um. Tinha combinado de encontrar lá a Lea e a Haiti. Que nesse momento são fisicamente o que tu é na minha cabeça. Sinto que tanto posso passar a noite toda contando piada para elas, como também posso pedir colo e chorar feito um bebê.

Apesar de estar precisando desesperadamente dessa última parte ainda sinto vergonha em pedir...

Sinto um instinto fortíssimo de proteção pelas pessoas que gosto. E com elas, assim como é contigo, é assim. Mas isso também é um problema porque com minha primeira namorada e primeira esposa, começou assim.
Acho que talvez isso faça eu me afastar das mulheres que gosto. O medo de misturar as coisas dentro da minha cabeça e estragar algo belo. Dói demais a distância e o silêncio que isso causa. Mas doeria ainda mais magoar pessoas que desejo tudo de melhor.

Nossa... Nunca achei que conseguiria expressar isso tudo com palavras. Muito obrigado.
Mesmo que tu não leia tudo, saiba que foi e será muito importante esse canal para mim.
Quando se cansar pode jogar tudo na lixeira. Não ficarei bravo, é só não me contar.

Ahhh e muito importante! Só porque vou te contar todas essas coisas,não significa que tens obrigação de fazer o mesmo. Viu?


Muito obrigado mais uma vez.
Por tudo.

Rebel.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

R.I.P. Dylan (2008 - 2011)



Adeus Dylan, meu filhote e melhor amigo. Só posso agradecer por tudo que passamos juntos nesses três anos:

Por todas as vezes que você me viu chorar e veio deitar na minha barriga pra me confortar e também as outras vezes em que desceu do meu colo por eu gargalhar demais. Por todas as vezes que me deixava preocupado quando saia passear e demorava pra voltar. Pelas horas e horas a fio que passávamos nos olhando olho no olho sem falar nada, mas conversando como nunca conversei com ninguém.

Por ser o melhor despertador do mundo quando estava com fome. Por me entender como nenhum ser humano jamais conseguiu entender. Por todas as vezes que eu brigava com todo mundo e você estava lá pra esfregar a cabeça na minha mão e me mostrar que eu não sou tão ruim assim.

Pelos verões que passamos os dois derretendo deitados no chão. Pelas noites frias de inverno em que tremíamos juntos. Por ficar ainda mais emburrado do que eu quando chovia e não podíamos sair pra rua. Por agüentar todo o barulho que sempre te obriguei a ouvir.

Por agüentar meus amigos bêbados querendo te apertar. Por ter muita personalidade em ignorar tais bêbados. Por ter mais personalidade ainda quando te chamavam de orgulhoso e continuavas fazendo só o que te dava vontade. Por ter os olhos mais sinceros que já vi na vida. Por se adaptar tão bem a todas as reviravoltas que tivemos nesses últimos anos.

Por conseguir viver tão perto de mim, por tanto tempo e não enlouquecer ou me odiar. Por me recepcionar tão alegremente quando eu chegava em casa mesmo tendo te deixado tanto tempo sozinho. Por ter agüentado ficar tanto tempo sozinho. Por ter sempre dormido comigo e fazer minha cama não parecer tão grande. Por sempre saber quando eu me sentia sozinho e subir no meu colo pra preencher o espaço vazio.

Só posso te prometer continuar do jeito que sei que continuarias se fosse ao contrario. Agora bem mais solitário, mas sabendo o significado da palavra lealdade.

Adeus Dylinho, meu filho.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Amy





Missa de sétimo dia sábado 30/07/2011 na refazenda (Dona cecília, 669 - Cachoeirinha/rs). Todos convidados.

domingo, 5 de junho de 2011

Sleeve Photos

Criatividade + Morar sozinho =



































Continua...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Chá De Casa Nova


Depois de receber uma certa pressão de amigos querendo me presentear resolvi organizar por aqui o tão esperado chá de casa nova.

Quanto aos presentes: Tentei bolar uma lista de coisas simples e baratas mas que estão fazendo muita falta aqui em casa. Marquem nos comentários o item que querem dar.

Ex:
"Sou o fulano e darei tal item"

(Como procurei listar coisas relativamente baratas, sintam-se a vontade de marcar mais de uma coisa. Quanto mais coisas ganharmos, melhor!)

Data da festinha de entrega dos presentes: Último sábado desse mês, dia 26/02. A partir de umas 21:00 já estaremos recebendo vocês e servindo os quitutes.

Sem mais, vamos a lista.

Prendedor de roupas (de plástico)
Porta prendedor
Cordas para varal
Lixeira com tampa (de preferência aquelas de pedal)
Porta detergente/esponja
Panos de prato
Toalhas de mesa
Potes de alimento (pra guardar coisas na geladeira)
Panela de pressão
Jarra de suco
Assento de panela (pra pôr a panela na mesa)
Escorredor de louça
Porta toalha de papel
Porta guardanapo
Forma de pizza/bolo
Livro de receitas (fáceis)
Puxa-sacos (pra guardar as sacolas)
Porta escova de dentes
Copos (muitos copos)
Prato de sobremesa
Lençol de solteiro com elástico (para os "sofás" da sala)
Espetos
Tábua de carne
Açucareiro
Kit caipirinha
Formas de gelo
Colher de servir (grande)
Colher de pau
Faca de pão
Abridor de lata/garrafa
Prato refratário
Frigideira (grande)
Bandeja de frutas/pão
Escova de roupa
Paliteiro
Caixa de correio
Bancos/cadeiras de plástico (aquelas que dá pra por uma em cima da outra)

(Sintam-se livres para sugerir algo que eu possa ter esquecido. Qualquer dúvida me perguntem pelos faceorkut da vida.)

sábado, 22 de janeiro de 2011

Ano Novo, Ressaca Velha

1º de Janeiro:




Sempre faço planos mirabolantes para o Reveillon. Por causa de uma superstição maluca (não lembro bem se ouvi isso de alguém ou se eu mesmo inventei mas enfim...) que diz: "O que se faz na noite da virada do ano, se reflete por todo o ano que inicia".

Dessa vez fiz diferente, não fiz nada. Ou melhor, não planejei nada. Até tentei organizar alguma coisa mas devido a complicações de força maior acabou não se formando o esperado. E ao invés de fazer o que seria o meu normal, pirar e achar que tudo daria errado, simplesmente deixei a coisa fluir. E foi bom!

Talvez seja essa a grande lição pra esse ano: (dita em novembro pelo meu Beatle favorito como se fosse uma profecia) LET IT BE = Deixe estar!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Um Beatle entre nós.

Sim! Eu vi um Beatle, ou melhor dizendo eu vi o meu Beatle.
Quem me conhece sabe que o Paul é meu Beatle favorito. Chego até a identificar algumas semelhanças entre nossas personalidades. Nas coisas boas e principalmente nas coisas ruins. Nem sempre nosso perfeccionismo exacerbado nos faz ser pessoas agradáveis.Bom, relatos fieis e jornalísticos sobre o show de ontem podem ser achados às pencas pelos blogs por aí. O que tentarei fazer (em vão, diga-se de passagem) é tentar registrar as minhas lembranças desse show memorável.

Pra começar devo expressar minha gratidão ao novo grupo de amigos que fiz em função desse show. Pessoas que não são tão doentes por Beatles quanto eu mas entendem perfeitamente minha obsessão. Povo esse que me buscou em casa e me acompanhou no suplicio da fila. Muito obrigado mesmo!

Desde que acordei lá por umas 8 da manhã estava com um sentimento estranho. Já se sentiram flutuando? Era mais ou menos isso. Um misto de ansiedade e apreensão. Talvez medo de por algum motivo não conseguir ver meu herói de infância e adolescência. Depois veio toda aquela espera torturante na fila. Mas enfim, depois de umas 8 horas de espera finalmente entramos no Beira-Rio.

Aí começou! Ao ver aquele palco gigantesco me caíram as primeiras lágrimas. Que rapidamente consegui esconder secando no lencinho que fora distribuído na entrada do estádio. Nunca tinha entrado em um estádio para ver um show. Fiquei olhando em volta e imaginando como seria aquilo cheio de gente. Não precisei esperar muito pra ver isso acontecer. Em pouco tempo o estádio estava lotado. Mais espera. Relativamente tranqüila a não ser por um trio bizarro (um DJ, um guitarrista e um saxofonista tocando em cima de música alheia) que arriscou tentar fazer uma abertura pro show. Realmente não faço idéia de quem sejam e muito menos do que estavam fazendo ali. Enfim...

20:30 começa a rolar um vídeo muito doido no telão (coisa de Beatle) com uma trilha bem bacana. Muito melhor do que a suposta banda (?) de abertura. Poderia ficar vendo aquele vídeo à noite inteira. Mas algo melhor estava por vir. Eis que o relógio marca 21:00 horas, o horário marcado para o show. Nada. Ele é inglês não deveria se atrasar. Mas o susto durou pouco 21:09 mais ou menos Paul McCartney sobe ao palco. Sim! Paul McCartney estava ali a poucos metros de distância.

Começa com a matadora seqüência de: Venus & Mars / Rockshow / Jet (todas dos tempos do Wings). Cumprimenta em português e manda All My Loving. Aí aconteceu o que imaginei que aconteceria: chorei como poucas vezes já chorei ou ainda vou chorar nessa vida. A partir de então atirei a toalha e desisti de tentar esconder as lágrimas e muito menos de contar quantas vezes ainda iria chorar.

Seguiram-se:

- Letting Go (bela escolha para um show)
- Drive My Car (com a mesma projeção de fundo da turnê de ’93)
- Highway (música do ótimo projeto paralelo do Paul: The fireman)
- Let Me Roll It (momento Paul Guitarreiro solando em cima da base de Foxy Lady no final)
- The Long And Winding Road (começou aqui o momento Paul piano)
- Nineteen Hundred And Eighty-Five (música que nunca achei que veria ao vivo)
- Let 'Em In (outra ótima música pra show)
- My Love (música para os enamorados da noite, grupo esse ao qual eu não pertenço mais)
- I've Just Seen A Face (início do momento Paul Violeiro)
- And I Love Her (tão antiga e ainda assim tão bela)
- Blackbird (a projeção ao fundo dessa música foi algo!)
- Here Today (música feita logo após a morte do John. Não só eu mas o estádio todo chorava torrencialmente nessa hora)
- Dance Tonight (e eis que a alegria voltou! Destaque para as dancinhas do baterista e pro Polvo Paul tocando bandolim)
- Mrs Vandebilt (Paul volta ao violão pra essa feita pra ser cantada a plenos pulmões)
- Eleanor Rigby (destaque pras projeções de fundo novamente)
- Ram On (Paul não cansado de trocar de instrumentos agora pega um Ukelele pra mandar essa)
- Something (homenagem ao Beatle George, começou com só o Paul no Ukelele depois veio a banda toda)
- Sing The Changes (Paul volta ao baixo para mais uma do The Fireman. Homenagem ao Obama)
- Band On The Run (momento muito esperado por muitos. Eu inclusive)
- Ob-La-Di, Ob-La-Da (eis a prova de que foi o Paul que inventou o bailão)
- Back In The USSR (música divertidíssima pra quem entende o mínimo que seja de historia)
- I've Got A Feeling (Paul volta a guitarra. Só que dessa vez é a mesma guitarra que ele usa desde o tempo dos Beatles)
- Paperback Writer (ele e a banda conseguiram reproduzir fielmente essa harmonia vocal complicada)
- A Day In The Life / Give Peace A Chance (ótimo medley, mais uma homenagem ao John)
- Let It Be (Paul ao piano. Não bastando o som, na projeção de fundo aparecem umas velas gigantes, as luzes se apagam e começa a rolar uma brisa muito agradavél)
- Live And Let Die (sem exagero a coisa mais incrível que já vi na vida)
- Hey Jude (Tocada num piano elétrico pra lá de psicodélico. Foi a hora em que todo o estádio cantou junto mesmo depois de ele sair do palco. Lindo!)

Bis:

- Day Tripper (nunca achei que veria esse música ser tocada numa versão tão pesada)
- Lady Madonna (de novo no piano psicodélico)
- Get Back (rockão!)

Bis do Bis:

- Yesterday (incrível ver como ele ainda gosta de cantar a música mais regravada de todos os tempos)
- Helter Skelter (quantos anos ele tem mesmo? 68? G-zus!)
- Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band / The End (não poderia existir uma seqüência final melhor do que essa)

Além disso, teve ele falando (muito) português, as duas meninas que ganharam autógrafo no braço, etc. Como eu disse no começo não pretendia fazer um relato jornalístico mas sim registrar minhas memórias. Encerro fazendo minhas as palavras de uma jornalista que vi hoje na tevê:

“Algo mudou dentro de mim depois de ver Paul McCartney. Ainda não consigo descrever direito o que é. Talvez daqui a uns 20 ou 30 anos eu consiga.”



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Californication


Deixo aqui registrado minhas considerações sobre o disco que tem me impulsionado nesses últimos tempos: Californication do Red Hot Chili Peppers.
Guilherme, meu companheiro de banda e também de confusões & trapalhadas mil (rsrsrs), me disse em uma conversa que tivemos sobre discos de nossa estima. Que o dele era o disco em questão por ter sido um presente que recebera de seu pai. Achei meio estranho na época por que não considero esse o melhor disco dos Peppers.

Depois de um bom tempo ouvindo muito material da carreira solo do John Frusciante e ao mesmo tempo lendo muita coisa sobre ele. Vi o famigerado documentário “Stuff” que mostra John na sua pior fase do vicio em heroína. O final dos anos 90 de John pode ser definido em: Vicio em heroína, discos angustiados e controversos, deformação física, culminando com o abandono total e completo da música.



Aí começa a linda historia de Californication: Os peppers embora tivessem feito um disco muito bom sem Frusciante não tinham mais o mesmo prestigio. Estavam descambando pra um lado muito pesado e melancólico. Por fim Dave Navarro, o substituto de John, literalmente pede pra sair deixando a banda sem um guitarrista. Cogita-se o nome de Tom Morello, do Rage Against The Machine, algo que não se confirmou. Que bom!

Então Flea fica sabendo que John estava internado em um hospital para, mais uma vez, tentar se livrar do vicio e decide visitá-lo e conta pra Anthony Kiedis o estado deplorável que o (ex?) amigo se encontrava. Aí vem o ponto decisivo. Anthony decide ir ver John no hospital e este fica muito feliz com a visita inesperada. Reza a lenda que Anthony deu uma guitarra pra John de presente porque ele havia vendido todas as suas pra comprar drogas.

Então um dia Anthony e John vão a casa de Flea e tudo volta a ser como era. Ou melhor tudo passa a ser melhor do que era, pelo menos artisticamente. John nos primeiros trabalhos com os Peppers era extremamente virtuoso, coisa que no contexto atual da música não cabia mais. O mundo e a música se voltavam pra uma coisa mais simples, com mais Feeling. E é assim que defino esse disco: Feeling. Certo que não foi 100% proposital porque John estava reaprendendo a tocar e isso era o máximo que ele conseguia fazer. Mas esse é o grande diferencial. Um gênio, todos da banda são muito bons no que fazem mas pra mim gênio mesmo só o Fruscha, tocando simples e levando toda a banda nessa pegada.

Poderia se esperar um disco triste, melancólico se fosse levado em conta os trabalhos solos de John. Isso até aparece em alguns momentos do disco. Mas o que se destaca é a volta da alegria à uma alma sofrida. E é essa lição que tiro desse disco por mais que possa parecer piegas, tudo passa. Não há nuvem que dure pra sempre, uma hora ela vai embora e sol aparece de novo.

Pra ilustrar todo esse blah blah blah saca só o clipe de "Around The World" música que abre o disco com uma das melhores intro já feitas!


E pra quem ainda não tem esse disco. Pode achá-lo nesse blog aqui.

domingo, 22 de agosto de 2010

Meu Primeiro Churras!

Domingo 08/08/10 – Dia dos pais e dia do meu primeiro churras!

Tinha acertado com minha mãe em fazermos um churras pro meu pai. Mas tinha esquecido o pequeno detalhe que eu seria o assador!

Acordo com aquela velha ressaca dominical e logo vem a cobrança/lembrança. Fazer o quê né? Trato é trato. Arregacei as mangas, fiz uma bela playlist no media player e mãos à obra.

E não é que ficou bom? Olha aí as provas de que isso é verdade.









sábado, 14 de agosto de 2010

On The Rocks "Noisy Grrrls"

Sábado 07/08/10 – On The Rocks

Depois de ter chegado pro café da manhã em casa (e eu que queria chegar cedo...) Dormi o dia todo. Acordei, comi meu Almo-janta, fiz uma preza com meus pais e me fui a Cachoeirinha.
Pra mais uma edição da On the rocks (a quarta pra ser mais preciso) dessa vez com o tema “Noisy Grrrls” A.K.A. mulheres no vocal. Bela iniciativa apesar de o tempo não ter contribuido muito. O frio fez com que essa fosse a edição com menos público. Mas isso não afetou em nada a qualidade da festa. Começo a pensar que ouviremos falar de On the rocks por muito tempo ainda.

Abaixo o flyer e algumas fotos que eu apareço. O resto pode ser visto aqui.





Vive La Fête

Tenho andado bem ocupado ultimamente e esse é o motivo de ter deixado esse espaço aqui às moscas. Mas tentando achar um jeito de não deixar o blog morrer, decidi que irei escrever de um jeito um pouco menos “épico”. Assim levo meno tempo tempo pra escrever e posso postar com maior frequência.

Começarei então pelo findi passado.

Sexta-feira 06/08/10 – Inicio da maratona:

Acordei as 05:30 da manhã pra encontrar minha carona que me levaria a Monte Negro – RS (tive que ir até lá por causa do meu emprego, enfim...). Depois de um dia todo de trabalho, me vou rumo ao Beco por quê era noite de show exclusivo do Vive La Fête.

Fui pensando em não encontrar ninguém. Não tava muito a fim de papo e também porque sabia que o findi seria forte e não queria ficar até muito tarde... Ledo engano.

Logo de cara encontro uma “amiga” que não via à algum tempo. E não parou por aí, boa parte das meninas mais interessantes que conheci nesses últimos meses estavam lá. Resultado: não consegui dar atenção pra todas...

Bom, vamos ao show. Sabe aquela banda que você ouve a muitos anos e que mesmo sem nunca ter visto um show se sente íntimo? É exatamente esse o caso. Escuto Vive La Fête desde 2003/2004 descobri eles na mesma leva de Strokes, Kings Of Leon, Franz Ferdinand e todos os outros Indies dançantes. Por anos foram minha referência de Electro Rock (e meio que ainda são).

Ver esse show foi meio que uma visita ao meu passado, e parecia ser esse o sentimento de todos naquela noite. Fui esperando um show com clima de festa e foi isso que tive apesar de algumas decepções: Amplificador que desligava toda hora, Els Pynoo ser menos bela do que eu imaginava (mas ainda assim é bem sexy) e o Danny Mommens ser um guitarrista bem básico (pelo menos compensa com bastante feeling). Talvez essa minha visão critica devia ser por eu estar bem cansado...

Segue umas fotos que roubei por aí descaradamente






terça-feira, 8 de junho de 2010

On The Rocks 3 - 05/06/10




Sábado, 5/6/10, rolou a terceira e mais tensa edição da On The Rocks. Festa criada/produzida por dois amigos: Taiguara e Thiago (esse além de amigo é o melhor guitarrista canhoto da minha banda).


Já rolaram outras duas edições dessa festa. A primeira teve a TeleCines (banda de POA) e a Frida (banda essa que é certeza de público em Cachoeirinha). A segunda edição teve a Loomer (de POA) e a Superguidis (banda que está lançando o terceiro e ótimo disco). O grande lance dessas duas edições é que foram realizadas no já conhecido endereço do Jack Rabbit em Cachoeirinha. Ou seja, teve além de quem gostasse das bandas, a presença do pessoal habituado a ir lá nos finais de semana.


Essa terceira edição foi a mais tensa por uma série de motivos:

  • Novo endereço do bar: Sei de muita gente que anda reclamando que ficou muito longe, que não é mais a mesma coisa, etc...

  • Pata De Elefante: Quem entende alguma coisa de música sabe do que a banda é capaz mas sempre tem aqueles ignorantes que se prendem ao fato de ser uma banda instrumental e acham o show dos caras chato.

  • Os Vespas: Muita apreensão sobre como seria a “volta” do Grei

  • Pouco tempo desde a última edição: Esse na minha opinião era o maior motivo de preocupação dos guris. Pouco tempo entre uma festa e outra é igual a pouco tempo pra divulgação.


Bem, vamos aos fatos:


Sábado à noite. Frio pra caramba (quem é magro como eu sabe o quanto sofremos no inverno), tento chegar cedo no “novo” Jack Rabbit. Até chego no horário mas alguns motivos de força maior me fazem ficar um pouco mais na rua antes de entrar. Entro e pra minha surpresa o lugar já está abarrotado de gente. Logo encontro os donos da festa com um sorriso de orelha à orelha. Um deles chega a me dizer: “Acho que dessa vez até ganharei algum dinheiro”.


Começam o shows, primeiro: Os Vespas.

Todo mundo ansioso pra saber como iria ser o show. Pra quem ainda não sabe o Grei, guitar-hero da banda perdeu o indicador da mão esquerda e quem toca guitarra sabe o quando esse dedo é importante. Pois bem logo que sobem no palco e começa aquela função de afinar e ajustar o som, do nada ele destrói a guitarra que provavelmente estava com algum defeito. Nesse momento acabam todas as dúvidas e reina a certeza de que sim, o Grei está de volta!

Show energético e explosivo como costumam ser os shows d'Os Vespas, com direito a escalada no balcão do bar no meio de um solo. Não podiam ter escolhido banda melhor pra abrir a noite.


Então chega o show da Pata De Elefante. Showzaço de ROCK N' ROLL instumental, até meio que me recuso que considerá-los como “instrumental”. Definição essa que remete a uma coisa maçante de virtuosismo desnecessário. Coisa que a Pata De Elefante não chega nem perto de ser. É na verdade um power-trio muito bom de se ouvir e principalmente de assistir. Melodias altamente cantáveis (eu inclusive “cantei” todas as músicas do show), uma puta performance de palco e principalmente a expressão de quem realmente se diverte com o que faz.

Nem sei quantas músicas tocaram mas foram várias, apesar de que pra mim poderiam ter tocado muitas mais. Show dando ênfase ao discaço novo deles, “Na Cidade”( que pode ser baixado aqui assim como os anteriores) mas sem deixar de tocar as “patadas” dos outros dois discos.


Shows acabados, bate papo com um monte de gente e quando me dou conta já passou das cinco da manhã. Ainda rola um after no apê de um amigo que mora ali por perto pra só depois tomar o rumo de casa.


Chego em casa tipo umas nove da manhã mas de alma lavada e com a certeza de que o Rock n' Roll ainda compensa!


Agora vamos as fotos (créditos ao Mozart):


Os Vespas





Pata De Elefante